Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006
Touro Parte II
No texto anterior ataquei as conclusões antes da teoria, mas então o que podemos mais dizer acerca do signo Touro? É o 2º signo do Zodíaco, regido por Vénus, Lua Exaltada, Plutão em Exílio. Embora subsista um acordo quanto à regência de Vénus, alguns astrólogos não consideram os regentes de Touro e de Virgem, respectivamente Vénus e Mercúrio, como sendo realistas. Isso provavelmente significa que ainda existe margem de estudo para este corpo de conhecimento, o que aliás não deixa de ser verdade para todo o conhecimento.

Como podemos identificar no mapa natal alguém cuja simbologia esteja associada com o signo de Touro? Basicamente podemos perceber Sol, Lua ou Ascendente nesse signo, sendo o Sol, sempre o indicador principal. Se depois faz por exemplo uma Conjunção com Saturno, não deixa de ser uma personalidade essencialmente taurina, mas cuja tónica poderá ser também saturnina. Ao indivíduo de Touro, como vimos no texto anterior, é-lhe conferido um "equipamento" que visa estruturar um carácter auto-sustentável. Se em Carneiro essa preocupação não era muito visível, em Touro o indivíduo parece tomar consciência que a vida não pode continuar indefinidamente de experiência em experiência, após o impulso inicial para a vida, há que garantir a sobrevivência. Para que isso aconteça outras características são necessárias, agora diferentes das de Carneiro. O Touro é a condensação do impulso de Carneiro, é uma força produtiva direccionada, quiçá mais lenta, mais preserverante, mais reservada, mais constante.

Há que lembrar que estamos a falar de uma parte da personalidade (o Sol), o indivíduo só pode ser visto no seu conjunto e a esse respeito só a percepção integral do mapa natal pode fornecer esclarecimentos. Um Sol em Touro, tem Lua, Mercúrio e por ai fora noutros signos, e só isso pode explicar a complexidade total, a qual nunca poderá ser inteiramente vista através do mapa natal, o qual permanece uma tentativa de explicação, que não é obviamente a explicação em si, ou seja, o mapa não é o indivíduo. Continuo a afirmar a necessária precaução às identificações, porque parece ser a excessiva identificação com algo, a atitude responsável pela má utilização energética das forças postas à disposição do mapa. Um indivíduo que se identifica com tudo o que adquire pelas próprias mãos (Touro), rapidamente cai na posse, decorrendo da posse a avareza (posse de bens), o ciúme (posse de pessoas), o fanatismo e a teimosia (posse de ideias). Um outro indivíduo que se identifica com o que cria, (Leão) rapidamente cai no orgulho, na vaidade, na arrogância, etc. A identificação parece ser uma das fontes de todos os problemas. Em cada signo alerto sempre para aquilo com que esse tema tem tendência a se identificar, embora não forneça pistas quanto à forma como a pessoa se pode opor a essa identificação, elas existem, mas antes que sejam fornecidas, o indivíduo deve gerar o desejo de se libertar, de se desidentificar, de se individualizar. Após isso, certamente que as pistas lhe virão. Não há respostas, sem perguntas, aprendi por mim mesmo que muitas vezes as perguntas são incorrectas, porque centradas em motivos de orgulho, de vaidade, enquanto isso dura, as respostas vem "trocadas".

Outro carácter parecido com Touro é o do Sol na casa 2, embora o indivíduo não seja desse signo, mas uma das suas principais preocupações, porque o Sol ocupa essa casa, vai ser a da auto-sustentabilidade. Podemos pensar que a sustentabilidade pode ter várias vias, desde a mais material à mais espiritual. A questão é sempre valorativa, e essa é a outra designação de Touro: o que valorizo (ver o texto), para que é que isto me serve, que valores tenho devido a isso. Se o meu impulso último é o do auto-sustento, tenho que ter uma forma de discriminar o que é bom e o que é mau, em Carneiro essa consciência discriminatória e analítica quanto aos valores não era tão necessária, porque o indivíduo simplesmente não estava nessa direcção. Aqui a ideia é consolidar e conservar (signo fixo), mais do que iniciar (signo cardinal), pelo que há que saber o que guardar. Dada a ideia de SEGURANÇA MATERIAL do Touro, este "guarda" tudo o que faz falta e o que não faz, sobretudo porque pode vir a fazer. Não se trata de guardar por uma questão de nostalgia como em Caranguejo, mas sobretudo por uma questão prática, que também pode passar evidentemente pela identificação com os objectos. E tanto pode ser uma excelente memória que "guarda" tudo o que serve e o que não serve, como uma mala ou um sótão cheio de objectos.

Dada esta questão dos valores, o Touro sabe instintivamente o que fazer para se valorizar, o que está dependente justamente daquilo que valoriza. Uma preocupação é sempre a de passar a imagem que é um indivíduo que sabe o que vale, ainda que se sinta inseguro quanto a isso, esse pode ser um foco de problemas para um Touro, estar inseguro quanto ao que vale e se não é devidamente valorizado. Se valoriza a imagem, será o mais bem vestido e penteado, com as maiores preocupações em termos de cuidados na apresentação, quer em termos físicos ou de roupa, daquilo que diz, dos objectos que possui, das pessoas com quem se relaciona, com quem quer ser visto, etc. A imagem tem que ver sempre com processos externos, pelo que o indivíduo será um mestre em todo esse processo, logicamente angariando sucesso na medida do seu investimento. Esse investimento é real, não é fingido, o indivíduo acredita que esses são os trunfos, porque esses são os seus valores, e a crença também ajuda a determinar o sucesso. Não o faz pela vaidade, nem por ser narcisista, mas pela convicção de que é o necessário para vencer de acordo com o seu projecto de vida. Os Touros são indivíduos essencialmente simples, pelo que dispensam adereços se os mesmos forem dispensáveis. Resumindo, os Touros valorizam-se, em função daquilo que valorizam. Em última análise tudo está subjacente ao auto-sustento, se valorizam o conhecimento vão adquiri-lo sob as mais diversas formas, e depois provavelmente serão bons professores, que é a forma de se sustentarem através daquilo que valorizam.

Embora esse processo de identificação com algo seja necessário ao arranque da consciência, esse processo tem que ir sendo feito e refeito ao longo da vida, entendendo vida como etapa evolucionária, até para que se dê a expansão da consciência. Mencionei nos artigos sobre o retorno de Saturno (parte I e parte II) que há necessariamente momentos de desidentificação, e ou o indivíduo está preparado para os receber e perceber, ou necessariamente a sua natureza interior tem formas de lho transmitir que podem ser bem menos pacatas, caso não se disponha a acolher as transformações, as quais implicam sempre desidentificação.

Uma das grandes dificuldades de todos os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião, Aquário) é justamente a aceitação da mudança (ver texto), e mudança passa também pela desidentificação. Dado que se identificam com os temas a que pertencem e sobre os quais estão naturalmente habilitados a gravitar e a conservar, é-lhes tremendamente complicado "largar" essa identificação, obviamente dificultando o crescimento e a mudança. O eixo Touro-Escorpião parece especialmente dificultado nesta tarefa dada a temática de Segurança e Conservação dada pelo carácter FIXO, e porque se tratam também de elementos AGUA e TERRA, para quem se torna mais difícil queimar e abandonar determinado tipo de padrões energéticos. A terra mesmo queimada nunca deixa de ser matéria (cinza), e a água mesmo fervendo passa a vapor, pelo que a densidade da matéria neste elementos, é sempre maior em comparação com a volatilidade do AR e do FOGO.go da vida, entendendo vida como etapa evolucionária, até para que se dê a expansão da consciência. Mencionei nos artigos sobre o retorno de Saturno (parte I e parte II) que há necessariamente momentos de desidentificação, e ou o indivíduo está preparado para os receber e perceber, ou necessariamente a sua natureza interior tem formas de lho transmitir que podem ser bem menos pacatas, caso não se disponha a acolher as transformações, as quais implicam sempre desidentificação.

Uma das grandes dificuldades de todos os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião, Aquário) é justamente a aceitação da mudança (ver texto), e mudança passa também pela desidentificação. Dado que se identificam com os temas a que pertencem e sobre os quais estão naturalmente habilitados a gravitar e a conservar, é-lhes tremendamente complicado "largar" essa identificação, obviamente dificultando o crescimento e a mudança. O eixo Touro-Escorpião parece especialmente dificultado nesta tarefa dada a temática de Segurança e Conservação dada pelo carácter FIXO, e porque se tratam também de elementos AGUA e TERRA, para quem se torna mais difícil queimar e abandonar determinado tipo de padrões energéticos. A terra mesmo queimada nunca deixa de ser matéria (cinza), e a água mesmo fervendo passa a vapor, pelo que a densidade da matéria neste elementos, é sempre maior em comparação com a volatilidade do AR e do FOGO.


Publicado por Paula Valentina às 16:36
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